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O Planeta Mercúrio

SUPERFÍCIE DE MERCÚRIO

Horizonte do planeta Mercúrio, fotografado pela sonda Messenger

As fotografias obtidas pela Mariner 10 mostram um mundo que parece a lua. Está crivado de crateras, contém bacias de anéis e muitas correntes de lava. As crateras variam em tamanho desde os 100 metros (a menor resolução de imagem que se consegue obter pela Mariner 10) até 1.300 quilômetros e apresentam-se em vários estados de conservação. Algumas são recentes, com arestas vivas e raios brilhantes. Outras estão altamente degradadas, com arestas que foram suavizadas pelo bombardeamento de meteoritos. A maior cratera em Mercúrio é a bacia Caloris Planitia. Uma bacia foi definida por Hartmann e Kuiper (1962) como uma "depressão circular larga com anéis concêntricos distintos e linhas radiais." Outros consideram cada cratera com mais de 200 quilômetros como uma bacia. A bacia Caloris tem 1.300 quilômetros de diâmetro, e provavelmente foi causada por um projétil com uma dimensão de mais de 100 quilômetros. O impacto produziu uma elevação com anéis concêntricos com três quilômetros de altura e expeliu matéria pelo planeta até uma distância de 600 a 800 Km. (Outro bom exemplo de uma bacia com anéis concêntricos é a região Valhalla, em Calisto, uma lua de Júpiter.) As ondas sísmicas produzidas pelo impacto em Caloris concentraram-se no outro lado do planeta e provocaram uma zona de terreno caótico. Após o impacto, a cratera foi parcialmente cheia com lava.

Mercúrio está cheio de grandes penhascos ou escarpas que aparentemente se formaram quando o planeta arrefeceu e sofreu uma compressão de alguns quilômetros. Esta compressão produziu uma crosta enrugada, com escarpas de quilômetros de altura e centenas de quilômetros de comprimento.

A maior parte da superfície de Mercúrio está coberta de planícies. Muitas delas são antigas e crivadas de crateras, mas algumas delas têm menos crateras. Os cientistas classificaram estas planícies como planícies intercrateras e planícies suaves. Planícies intercrateras estão menos saturadas de crateras que têm menos de 15Km de diâmetro. Provavelmente foram formadas quando as correntes de lava cobriram os terrenos mais antigos. As planícies suaves são recentes com poucas crateras. Existem planícies suaves à volta da bacia Caloris. Em algumas áreas podem ser vistas pequenas porções de lava preenchendo as crateras.

Crateras e acidentes geológicos de Mercúrio A história da formação de Mercúrio é semelhante à da Terra. Há cerca de 4,5 bilhões de anos formaram-se os planetas. Esta foi uma época de bombardeamento intenso sobre os planetas, que eram atingidos pela matéria e fragmentos da nebulosa de que foram formados. Logo no início desta formação, Mercúrio provavelmente ficou com um núcleo metálico denso e uma crosta de silicatos. Depois do intenso período de bombardeamento, correntes de lava percorreram o planeta e cobriram a crosta mais antiga. Por esta altura, já muitos dos fragmentos tinham desaparecido e Mercúrio entrou num período de bombardeamento de menor duração. Durante este período foram formadas as planícies intercrateras. Então Mercúrio arrefeceu. O núcleo contraiu-se, o que por sua vez quebrou a crosta e produziu as escarpas. Durante o terceiro estágio, a lava correu pelas regiões mais baixas, produzindo as áreas mais planas. Durante o quarto estágio, bombardeamentos de micrometeoritos criaram uma superfície de poeira que é conhecida por regolito. Alguns meteoritos um pouco maiores atingiram a superfície e produziram as crateras de raios luminosos. Além de colisões ocasionais de meteoritos, a superfície de Mercúrio já não é ativa, e permanece no mesmo estado de há milhões de anos.

 

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