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EQUIPAMENTOS

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Binóculos

Binóculo antigoUma ótima alternativa aos telescópios, pois o preço é muito mais acessível, de cerca de US$ 100 para um modelo mediano, e o uso muito mais geral, além de ser totalmente transportável. O binóculo permite observar milhares de objetos celestes que não podem ser vistos a olho nu. Mesmo pequenos binóculos, como os de teatro, permitem a observação de astros inacessíveis a olho nu, mas os binóculos mais adequados para a astronomia seguem as regras de quanto maior a abertura, mais luminoso, e a magnificação deve ser adequada para produzir uma imagem mais próxima de 5 mm possível.

Os binóculos são especificados por dois números, marcados no corpo do binóculo. Os mais adequados para a astronomia são os 7x42, 8x50 e 10x50. O primeiro número indica a magnificação, e o segundo o tamanho da lente de entrada, em milímetros. Dividindo-se o segundo pelo primeiro, obtém-se o tamanho da imagem de saída.

A maior dificuldade para o uso de binóculos na Astronomia é devido a instabilidade das mãos, que faz a imagem mover-se constantemente. Para minimizar este efeito, recomenda-se o uso de tripés com adaptadores para binóculos, ou pelo menos apoiar os braços nos braços de uma cadeira, ou em uma base qualquer. Esta dificuldade limita a magnificação máxima em 10X, para binóculos sem apoio. Note que um binóculo típico com 10X abrange um campo de cerca de 5°, quase metade da área de um binóculo similar com magnificação de 7X.

Exemplo de um binóculo moderno, fabricado pela NikonA qualidade da imagem de um binóculo depende de cinco fatores:

  1. Alinhamento da ótica
  2. Qualidade das lentes
  3. Qualidade dos prismas
  4. Tratamento dado às superfícies dos óticos
  5. Estabilidade mecânica do corpo e do mecanismo de focalização.

Alguns dos melhores binóculos disponíveis para uso comum custam entre US$ 500 e US$ 1.500. Binóculos especiais para astronomia, com ampliação de cerca de 30x e objetivas de mais de 100mm de diâmetro podem custar muitos milhares de dólares.

O maior exemplo de um grande binóculo pode ser visto neste link.

 

© Kepler de Souza Oliveira Filho - UFRGS

Montagens

As técnicas que envolvem a estrutura de sustentação dos telescópios prevêem dois tipos de montagem: a azimutal e a equatorial.

Montagem altazimutalAzimutal. Nesse tipo de montagem, o instrumento gira em torno de um eixo vertical que desloca o tubo do telescópio paralelamente ao horizonte, e de um horizontal que permite o movimento ao longo da altura. Essa montagem – leve e econômica – é a mais difundida entre os instrumentos astronômicos de baixo custo. As lunetas terrestres, assim como os tripés de máquinas fotográficas, só utilizam a montagem azimutal. No entanto, para fins astronômicos, ela apresenta enormes desvantagens: exceto nos pólos geográficos, suas possibilidades de deslocamento não correspondem ao movimento aparente das astros (provocado pela rotação da Terra). Para acompanhar uma estrela e mantê-la centralizada no campo de visão é preciso acionar os dois movimentos.

Montagem equatorial germânicaEquatorial. Esse tipo de montagem também permite a rotação em torno de dois eixos ortogonais entre si (ou seja, dispostos em ângulo reto). Um dos movimentos – sobre o plano do equador celeste – é feito em torno do eixo polar, que deve apontar para o pólo celeste. O outro movimento se dá em torno do eixo de declinação, e o aparelho se desloca ao longo dessa coordenada. Estando o instrumento com seu eixo polar voltado exatamente para o pólo celeste, isto é, paralelo ao eixo de rotação da Terra, essa estrutura permite um deslocamento paralelo ao do equador.  Isso significa que, para acompanhar o movimento de um astro e manter a configuração do campo visual, basta um único movimento constante do telescópio que compensa o deslocamento diurno aparente dos astros. Nessas estruturas, é muito importante que o sistema mecânico tenha grande precisão e que seus eixos estejam realmente dispostos em ângulo reto. A margem de tolerância é mínima.

 

© Fernando Tavares - Todos os direitos reservados

Filtros

Exemplo de filtros para ocularesOs filtros são sistemas ópticos capazes de reduzir ou até mesmo bloquear completamente a intensidade da radiação incidente sobre eles em determinados comprimentos de onda ou em intervalos de comprimentos de onda. Eles são utilizados para modificar a transmissão de luz através de um sistema óptico, em uma determinada parte do espectro.

Para a observação lunar, planetária ou de objetos de fundo de céu (deep sky), como as nebulosas, há diversos filtros coloridos adequados que se adaptam à ocular de observação, reduzindo ou suprimindo, da radiação original, a cor vermelha ou a azul, ou a verde, etc. Há, também, os chamados filtros neutros (ou de densidade neutra) que produzem reduções iguais para todos os comprimentos de onda da região do visível. São muito empregados na fotografia comum.

Os filtros são caracterizados, tecnicamente, pelo seu coeficiente de transmissão (ou transmitância), pela sua densidade óptica, ou ainda, pela sua curva de transmissão.

Coeficiente de trasmissão

Chama-se coeficiente de transmissão ou transmitância T (λ), de um filtro óptico neutro ou colorido, em um particular comprimento de onda (λ), a relação entre a intensidade da radiação transmitida (I) e a intensidade da radiação incidente (Io) sobre ele.

Coeficiente de transmissão dos filtros

O coeficiente de transmissão está sempre compreendido entre 0 (zero) e 1 (um) ou entre 0% e 100%. Quanto maior o coeficiente de transmissão, mais transparente é o filtro para o comprimento de onda (ou intervalo de comprimentos de onda) considerado.

Densidade

Algumas vezes, ao invés de se indicar o coeficiente de transmissão é fornecida a densidade ( D ), um número adimensional que se obtém a partir do coeficiente de transmissão T , por uma das relações:

Densidade de emissão de luz

A densidade pode assumir, portanto, o valor 0 (zero), quando o filtro for perfeitamente transparente à radiação considerada ( T = 1 ) ou um valor maior que zero. Quanto mais alto for o valor da densidade, menos transparente será o filtro. Os logarítmos considerados estão na base 10.

Curva de Transmissão

Muitos fabricantes fornecem, na forma de um gráfico, os valores das transmissões do filtro em função dos comprimentos de onda:

Curvas de filtros

Curvas de transmissão para três filtros, apresentadas na forma gráfica.

Associação de Filtros

Em algumas situações pode ser conveniente a utilização de dois ou mais filtros superpostos. A atenuação do brilho da Lua cheia com filtros neutros pode requerer o uso de mais de um filtro, principalmente quando apenas um não produz a redução requerida. O agrupamento de vários filtros superpostos ou separados por uma certa distância é chamado de associação de filtros.

Associação de filtros

Associação de filtros: a transmitância do conjunto é o produto das transmitâncias
individuais e a densidade do conjunto é a soma das densidades de cada filtro.

Há uma grande quantidade de filtros úteis para a observação planetária e para a observação de nebulosas.

 

© Uranometria Nova , Todos os direitos reservados.

Oculares

Oculares do tipo PlosslAs oculares serão talvez um dos mais importantes componentes de um telescópio. Uma má ocular é bastante prejudicial para qualidade final da imagem independentemente da qualidade óptica do telescópio, por conseguinte é realmente importante conhecer as oculares que possuímos e quais a adquirir futuramente de modo a poder aproveitar no seu máximo o telescópio que possuímos. Costuma-se dizer que "as oculares são metade do telescópio".

É frequente as oculares serem consideradas um acessório secundário ou simplesmente não são tidas em conta na aquisição de um telescópio. Provavelmente a 2ª decisão mais complicada é a escolha das oculares certas para o telescópio ou mais idealmente, para o presente telescópio e futuros telescópios. É importante salientar que as oculares que geralmente são oferecidas com telescópios de baixo custo em muito contribuem para a sua péssima prestação, sendo em alguns casos totalmente inadequadas.

As oculares existem desde que Galileu se lembrou de olhar para o céu com o seu telescópio, pois sem uma ocular, a luneta que utilizou de nada lhe servia. Ele utilizava apenas uma lente côncava simples, que lhe proporcionava uma imagem direita (sem qualquer inversão) embora com muito pouco campo de visão e cheia de aberrações. Kepler tentou arranjar um design melhor utilizando uma lente convexa, que dá uma imagem invertida, com um campo de visão um bocado maior (cerca de 15° ), mas igualmente infestada com aberrações.

Identificação

È usual as oculares terem letras e números impressos algures. Esses caracteres e números indicam o tipo de design e qual o comprimento focal que é expresso em milímetros. È fácil para os iniciados confundir marcas ou designações comerciais com designs ópticos e para complicar um bocado mais o assunto é vulgar designs estarem abreviados por uma ou duas letras.

As abreviaturas estão sumarizadas na seguinte tabela:

 

Abreviação Modelo
H Huygens
Ra ou R Ramsde
K ou AR ou MA Kellner
RKE ou RK Rank-modified Kellner Eyepiece
Or Ortoscópica
Er Erfle
P ou Pl Plossl

 

A maior parte destes designs tem o nome do seu inventor com exceção da ortoscópica. O número representa a sua distância focal em milímetros, por exemplo 20mm, 9mm etc... Diferentes distâncias focais equivalem sempre a diferentes amplificações no mesmo telescópio, e a mesma ocular pode ter diferentes amplificações em diferentes telescópios. Existem muitos designs que têm nomes comerciais tais como Nagler, Radian, SuperWide, Panoptic, UltraWide, MA (modified Acromat), Ultima, Axiom etc.. que podem ser designs exclusivos, ou, apenas designs correntes com algumas alterações.

Como em todos os instrumentos ópticos, a qualidade e quantidade de tratamentos é importante para o resultado final. É sempre preferível uma ocular com multi-tratamento especiamente nas lentes expostas ao ar. Os tratamentos permitem uma melhor transmissão e evitam os reflexos interiores e exteriores. Outra característica importante é de ter guardas de olho, pois evitam que luzes parasitas se intrometam na imagem, o que se torna desejável quando se está a observar em locais urbanos ou suburbanos, o isolamento do olho das luzes parasitas aumenta o contraste que é muito importante na observação de objectos difusos ou muito ténues. A rosca para filtros embora menos importante, é conveniente que a ocular a possua. E finalmente para um bom conforto geral e minimização de cansaço de observação é bastante aconselhável ter um bom afastamento (14 a 20mm) de pupila.

Aqui e aqui você encontra ótimas páginas sobre os tipos de oculares, suas aplicações, vantagens e desvantagens.

© Luis Carreira - Pátio da Astronomia

Para saber mais:

 

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2009 - Ano Internacional da Astronomia
 

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