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COMETAS

Origem e destino dos cometas

Nuvem de Oort, reservatório com um trilhão de cometas congelados.

Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no Cinturão de Kuiper , ou em seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período acredita-se que se originam na Nuvem de Oort , consistindo de restos da condensação da Nebulosa solar, bem além do Cinturão de Kuiper. Os cometas são arremessados dos limites exteriores do Sistema Solar em direção ao Sol pela perturbação gravitacional dos planetas exteriores (no caso dos objetos no Cinturão de Kuiper) ou de estrelas próximas (no caso dos objetos da Nuvem de Oort), ou como resultado da colisão entre objetos nestas regiões.

Até maio de 2005 foram registrados 3.648 cometas conhecidos, dos quais 1.500 são Cometas rasantes Kreutz e cerca de 400 são cometas de período curto. Este número está aumentando. Entretanto, ele representa apenas uma pequena fração da população total potencial de cometas: o número de corpos semelhantes a cometas no sistema solar exterior pode chegar a um trilhão. O número de cometas visíveis a olho nu é, em média, de um cometa por ano, e a maioria deles é discreto e nada espetacular. Quando um cometa historicamente brilhante ou notável é visto a olho nu por muitas pessoas, ele pode ser chamado de Grande Cometa.

Destino dos Cometas

Se um cometa estiver viajando com velocidade suficiente, ele irá entrar e deixar o sistema solar, como é o caso da maior parte dos cometas não periódicos. Além disso, cometas podem ser expulsos pela interação com outro objeto no Sistema Solar, como Júpiter.

A família de cometas de Júpiter (JFC) e a família de cometas de longo período (LPC) parecem seguir diferentes leis de desaparecimento. Os JFCs são ativos durante um período de cerca de 10.000 anos, ou aproximadamente 1.000 revoluções, enquanto os LPCs desaparece muito mais rapidamente. Somente 10% dos LPCs sobrevivem mais de 50 passagens por periélios curtos, enquanto somente 1% deles sobrevive a mais de 2.000 passagens. Eventualmente a maioria do material volátil contido em um núcleo cometário irá evaporar, e o cometa se tornará uma rocha pequena, escura e inerte que pode se assemelhar a um asteróide.

Sequência de imagens do Telescópio Espacial Hubble mostrando a evolução das manchas na alta atmosfera de Júpiter após o impacto do Shoemaker-Levy 9, em 1994.Cometas também se partem em pedaços, como aconteceu com o cometa 73P/Schwassmann-Wachmann 3, cuja série de fraturas se iniciou em 1995.

Esta quebra pode ser decorrente de forças de maré gravitacional do Sol ou um planeta grande, por uma "explosão" de matérial volátil, ou outras razões ainda não bem explicadas.

Alguns cometas chegam a um final espetacular: ou caem no Sol, ou atingem um planeta ou outro corpo. Colisões entre cometas e planetas ou luas foram bastante comuns no início do Sistema Solar: algumas das muitas crateras da Lua, por exemplo, podem ter sido causadas por cometas. Uma colisão recente de um cometa com um planeta aconteceu em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 partiu-se e colidiu com Júpiter .

Muitos cometas e asteróides colidiram com a Terra nos primeiros estágios. Muitos cientistas acreditam que o bombardeio de cometas na Terra jovem (cerca de 4 bilhões de anos atrás) trouxeram as vastas quantidades de água que agora preenchem os oceanos terrestres, ou pelo menos uma porção significante dos mesmos. Mas outros pesquisadores tem dúvidas acerca desta teoria. A detecção de moléculas orgânicas nos cometas levou a algumas especulações de que cometas ou meteoritos podem ter trazidos os elementos precursores da vida ou mesmo os primeiros elementos vivos para a Terra. Existem ainda muitos cometas próximos da Terra, apesar de uma colisão com um asteróide ser mais provável do que a colisão com um cometa.

Suspeita-se que impactos cometários tenham, em longas escalas de tempo, levado quantidades significantes de água para a Lua, parte dela podendo ter sobrevivido como gelo lunar.

 

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