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ASTRONÁUTICA

A MissÃo de ExplorAÇÃo Lunar SoviÉtica

(Extraído de "O Livro de Ouro do Universo")
O foguete N1, da União Soviética, parte do projeto de levar o homem à Lua

Durante mais de 20 anos, a URSS negou que tivesse um projeto de exploração tripulada à Lua, apesar das insistentes versões extra-oficiais norte-americanas sobre a explosão de um foguete gigantesco, comparável ao Saturno 5, durante os testes de 21 de fevereiro de 1969, 3 de julho de 1970, 27 de julho de 1971 e 22 de novembro de 1972. De acordo com essas fontes, depois deste último teste o projeto foi abandonado.

Durante uma visita ao instituto de aviação de Moscou, em fins de 1989, dos engenheiros Edward Crawler e Lawrence Young, do Instituto Tecnológico de Massachussets e do Instituto Tecnológico da Califórnia, os soviéticos mostraram o módulo lunar Lok 3, que deveria ser utilizado na descida de um cosmonauta na superfície da Lua. Eles mostraram também uma nave Soyuz aperfeiçoada, que seria utilizada como veículo para transportar dois cosmonautas à Lua.

Os soviéticos, assim como os norte-americanos, planejavam empregar uma órbita lunar de espera como elemento fundamental no seu plano tripulado de alunissagem. A URSS planejava levar dois cosmonautas: um deles permaneceria em órbita lunar, enquanto o outro desceria na Lua, diferente do que ocorreu com a missão Apollo, da NASA, na qual três astronautas foram colocados em órbita lunar e dois deles desceram à superfície do satélite. Além disso, o módulo lunar soviético, assim como o da NASA, foi projetado em duas partes, uma inferior de descida e outra superior de ascenção, que permitiria a volta à órbita lunar de espera. O estágio de descida foi equipado com três foguetes, cujo objetivo seria orientar a saída da órbita lunar bem como permitir a sua alunissagem. A base do estágio inferior de descida, com seus quatro pés, possuia um diâmetro de aproximadamente 12 metros.

Os soviéticos haviam planejado colocar um soviético na Lua em 1968, antes da missão circunlunar da Apollo 8 em dezembro de 1968 e da descida da Apollo 11, que condiziu o primeiro homem à Lua. Entretanto, os quatro fracassos do lançador soviético N1 inviabilizaram o programa soviético.

Foguete russo ProtonAo contrário do projeto norte-americano, no qual eles usaram um único foguete Saturno 5 para colocar o módulo lunar e o módulo de comando em uma órbita translunar, os soviéticos planejavam a utilização de dois lançadores para realizar a mesma tarefa. Assim, o módulo lunar deveria ser colocado em órbita ao redor da Terra pelo poderoso N1, numa missão não tripulada. Simultaneamente, um Zond de terceira geração seria colocado em órbita da Terra por um lançador ou um foguete Próton. Os cosmonautas deveriam acoplar a Soyuz em órbita terrestre com o módulo lunar.

Os dois veículos acoplados seriam lançados em direção à Lua por intermédio do estágio superior do lançador N1. Uma vez atingida a vizinhança lunar, os dois veículos acoplados entrariam em uma órbita de espera ao redor da Lua. Um dos cosmonautas entraria no módulo lunar e dsceria na superfície do satélite. Após explorar as vizinhanças da nave, o estágio de ascenção seria ativado para voltar à órbita lunar, onde se faria o rendez-vous com a espaçonave Soyuz, na qual os dois cosmonautas voltariam à Terra.

Apenas o módulo lunar foi conservado no Instituto de Aviação de Moscou. O gigantesco lançador N1 foi totalmente destruído por ordem do governo soviético, quando o programa de exploração lunar tripulada foi cancelado em 1974.

Para saber mais sobre o poderoso lançador N1, clique aqui.

 
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