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ASTRONÁUTICA

A ExploraÇÃo da Lua

(Extraído de "O Livro de Ouro do Universo")
Programa Gemini, da NASA: o começo de tudo

Numa primeira visão, a exploração da Lua pode parecer uma consequência natural do desenvolvimento da tecnologia espacial. De fato, possuindo meios astronáuticos capazes de uma viagem a outros corpos celestes, nada mais lógico do que procurar atingir aquele que se encontra mais próximo, como é o caso da Lua. Ao contrário do que sugere esta afirmativa, a conquista da Lua pelo homem não foi influenciada por fatores de aspecto puramente logístico e/ou astronômico.

A exploração in loco é sempre mais vantajosa do que aquela feita através de telescópios na Terra. Não foi esta, porém, a razão que pesou na decisão dos governantes da antiga URSS e dos Estados Unidos, as duas únicas superpotências capazes de gastar uma verdadeira fortuna (cerca de 24 bilhões de dólares) para levar o homem à Lua.

Até recentemente, o único processo de estudo do nosso satélite era sua observação a quase 400 mil km de distância. Assim, se os telescópios permitiam reduzir esta distância a algumas centenas de km, as camadas da atmosfera, com sua turbulência, representavam um obstáculo dificilmente transponível. Além disso, era impossível proceder a qualquer exploração direta da sua superfície. A exploração da Lua por meio de sondas e naves tripuladas removeu esses obstáculos.

Entretanto, não foram estes os verdadeiros motivos da exploração. Os principais fatores que entraram na consideração dos dirigentes soviéticos e norte-americanos foram as razões de prestígio aliadas ao espírito de aventura e, em segundo plano, as motivações de ordem científica, tecnológica e militar.

O Sputnik I, primeiro satélite artificial no espaço, lançado pela União Soviética em 1957Ao partir para as Índias, Cristóvão Colombo tinha como objetivo o comércio de mercadorias. Os astronautas não foram à Lua à procura de algo comerciável, embora os subprodutos tecnológicos deste desafio foram um grande negócio (chips mais poderosos, fibra de carbono, kevlar, neoprene, teflon, apenas para citar os mais conhecidos). Não se deve esquecer que o prestígio científico-tecnológico de uma nação é fator fundamental no comércio exterior, pois facilita a venda de seus produtos.

De lá se poderia fazer o levantamento da Lua e a observação da Terra, com objetivo meteorológico ou militar. Todavia, convém lembrar que, ao desenvolverem sua tecnologia de longo alcance, ou seja, uma balística espacial, as grandes potências estavam também se tornando aptas a atingir com seus foguetes, com maior precisão, qualquer ponto na superfície terrestre. Assim, os gastos para alcançar um objetivo distante e móvel como a Lua seriam compensados com sua aplicação no aprimoramento da balística terrestre, cujos alvos são, em geral, os centros de defesa ou ataque inimigos.

Quem iniciou os caminhos que levaram a humanidade à conquista da Lua foram os soviéticos, ao lançarem a nave Luna 2, que se chocou com o solo lunar em 13 de setembro de 1959, no mar das chuvas. Seguiu-se a nave Luna 3, que, ao contornar nosso satélite em 4 de outubro daquele ano, conseguiu fixar a imagem do outro lado da Lua, até então considerado uma região que permaneceria para sempre invisível para a humanidade, conforme os livros e enciclopédias. Esses dois grandes sucessos, associados ao primeiro satélite artificial, o Sputnik I, também soviético, lançado em outubro de 1957, feriram profundamente o amor-próprio dos norte-americanos. Fazia-se necessária uma reação. Só um feito notável poderia salvar a imagem dos EUA.

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