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ASTRONÁUTICA

Uma Breve HistÓria dos Foguetes

Cortesia KSC/NASA.
Castelo de Karatsu - Japão

O primeiro combustível sólido para os foguetes era uma espécie de pólvora, e a referência registada mais antiga sobre a pólvora vem da China, do final do terceiro século antes de Cristo. Tubos de bambu cheios com salitre, enxofre e carvão eram atirados em fogos cerimoniais durante festivais religiosos, na esperança que o barulho da explosão afugentasse os espíritos malignos.

É provável que alguns destes tubos de bambu estivessem mal selados e, em vez de estourarem com a explosão, simplesmente saltassem do fogo, disparados pela pólvora que ardia rapidamente. Alguns observadores mais atentos, cujos nomes ficaram perdidos na história, terão iniciado experiências para produzirem deliberadamente o mesmo resultado que tinham observado nos tubos de bambu que derramavam fogo.

Certamente por volta do ano 1045 d.C. - 21 anos antes de Guilherme, o Conquistador, ter chegado às praias de Inglaterra - o uso de pólvora e de foguetes formaram um aspecto integral das táticas militares chinesas.

Chegamos a um ponto confuso se tentarmos traçar a história dos foguetes antes de 1045. Os documentos chineses registam o uso de "setas de fogo", um termo que tanto pode designar foguetes como uma seta com uma substância inflamável.

No início do séc. XIII, a dinastia Sung chinesa, debaixo da pressão das crescentes hordas mongóis, viu-se forçada a depender cada vez mais da tecnologia para conter a ameaça. Os especialistas da artilharia chinesa introduziram e aperfeiçoaram muitos tipos de projéteis, incluindo granadas explosivas e canhões.

As setas com foguetes foram certamente usadas para repelir os invasores mongóis na batalha de Kai-fung-fu em 1232 d.C.

Os foguetes eram enormes e aparentemente bastante potentes. De acordo com um relatório: "Quando um foguete era disparado, fazia um barulho semelhante a um trovão que podia ser ouvido a cinco léguas - cerca de 24 km. Quando caía na Terra, o ponto de impacto era devastado até uma extensão de 600 metros em todas as direções." Aparentemente estes grandes foguetes militares levavam material incendiário e metralha de ferro. Estes foguetes podem ter incluído a primeira câmara de combustão, porque algumas fontes descreviam o dispositivo como incorporando um "pote de ferro" para conter e dirigir o impulso do propulsor da pólvora.

Jerusalém durante a Sétima Cruzada, em 1099Os foguetes parecem ter chegado à Europa por volta de 1241 d.C. Escritos contemporâneos descrevem armas semelhantes a foguetes como sendo usadas pelos mongóis contra as forças húngaras na batalha de Sejo, que precedeu a captura de Buda (agora conhecida por Budapeste), em 25 de Dezembro de 1241

Os mesmos escritos também descrevem o uso pelos mongóis de uma cortina de fumo nocivo - possivelmente a primeira versão de armas químicas.

Os foguetes aparecem na literatura árabe em 1258 d.C., onde se descrevia o seu uso pelos invasores mongóis, em 15 de fevereiro, para capturar a cidade de Bagdá.

Rápidos em aprender, os árabes adotaram os foguetes nas suas próprias armas e, durante a Sétima Cruzada, usaram-nos contra a Armada Francesa do rei Luis IX em 1268.

É certo que, antes do ano 1300, os foguetes encontraram o seu caminho nos arsenais europeus, e atingiram a Itália por volta do ano 1500, a Alemanha pouco depois e, mais tarde, a Inglaterra. Um estudo de 1647 da "Arte das Armas de Fogo" ("Art of Gunnery"), publicado em Londres, contém um segmento de 43 páginas sobre os foguetes. A propósito, os italianos têm o crédito de adotarem foguetes militares para uso em fogos de artifício - completando o ciclo, por assim dizer, dos bambus explosivos usados nos festivais chineses 1700 anos antes.

 
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