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ASTERÓIDES

TUNGUSKA - UM MISTÉRIO CÓSMICO

Região do Evento de Tunguska, Sibéria, Rússia, 1908

Na madrugada de 30 de junho de 1908, uma enorme explosão ocorreu na bacia do rio Tunguska, 800 km a noroeste do lago Baikal, na Sibéria. Num raio de 30 km, todas as árvores foram destruídas. Ouviu-se o ruído a mais de mil quilômetros. Uma estranha luminosidade foi observada durante a noite em inúmeras regiôes, em particular na França. Ao longo da Europa, registraram-se ondas sísmicas semelhantes às de um terremoto, e perturbaçôes no campo magnético da Terra. Os meteorologistas, com seus microbarógrafos, conseguiram determinar que as ondas de choque provenientes da explosão deram no mínimo duas voltas ao redor da Terra. Na Ásia e na Europa, as noites se tornaram tão luminosas que era possível ler com a sua luz.

A explicação foi a de que um enorme meteoro, com um peso superior a 1 milhão de toneladas (ou o peso de 50 navios cargueiros), havia caído em alguma região das florestas siberianas. Tais idéias foram aceitas até que, em 1921, o mineralogista soviético Leonid Kulik (1883-1942), acreditando que poderia explorar com grande lucro o ferro e outros metais trazidos pelo meteorito ao local de impacto, iniciou uma longa pesquisa para identificar com precisão o ponto da queda. Após minucioso estudo dos jornais da época, Kulik resolveu distribuir um questionário em algumas aldeias siberianas, para calcular com precisão o ponto provável da explosão e obter uma melhor visão da ocorrência.

Um dos testemunhos mais valiosos foi obtido pelo geólogo soviético S. V. Obruchev que, durante o seu trabalho ao longo do rio Tunguska, procurou ouvir os habitantes da região. Constatou que os moradores, os tungus, tinham uma atitude de profundo respeito pelo fenômeno, pois afirmavam que o meteorito era sagrado. Havia mesmo um certo receio de falar sobre o assunto. Acreditavam que o meteoro fora enviado em sinal de castigo e por isso procuravam ocultar o local da queda. Isso confirmava que não deviam estar muito longe do local de impacto.

Evento foi causado pela explosão de um meteoróide de cerca de 30 metros, a 6 km de altitudeEm fevereiro de 1927, Kulik e sua equipe partiram para a segunda viagem, desta vez com objetivo mais definido. A primeira parte foi feita de trem, atpe Kanks, e o restante de trenó, puxado por cavalos. Suportaram temperaturas da ordem de 4ºC, apesar de estarem na época mais favorável. Ao atingirem o rio Tunguska, resolveram acompanhar o rio Chambém e depois o rio Makirta. Em 13 de abril, nas margens deste último, contemplaram um panorama inenarrável: uma imensa devastação na floresta, que aumentava, à medida que se dirigiam para o norte. Enormes árvores seculares haviam sido derrubadas, e uma grande área de árvores mortas mostrava sinais de calcinação de cima para baixo, como se um súbito e instantâneo calor as houvesse queimado. Não havia sinal de um incêndio. Só o calor poderia causar aquele tipo de destruição, Kulik e sua equipe concluíram, depois de cuidadosa análise. Não encontraram nenhum sinal de cratera meteórica semelhante à grande Meteor Crater, no Arizona, EUA.

Insatisfeito com os resultados, Kulik e colaboradores voltaram em 1928, e depois em 1929, quando permaneceu mais de 18 meses na região, efetuando pesquisas, sondagens e escavaçôes. Chegaram até a perfurar diversos poços com mais de 20 metros de profundidade, em busca de fragmentos de tal meteorito. Não encontraram nada. Verdadeiro mistério. Para kulik, talvez o meteoro não houvesse se chocado com a Terra, mas explodido no ar acima da região afetada. Em 1930, o meteorologista inglês Francis J. N. Whipple e o soviético I. S. Astapovoth concluíram, independente e simultaneamente, que o objeto que caíram em Tunguska era provavelmente um cometa gasoso. Não satisfeito com suas pesquisas, Kulik voltou em 1938/1939 à região do impacto. As conclusôes desta última expedição foram interrompidas pela Segunda Guerra Mundial, quando o mineralogista, ferido em combate, morreu num campo de prisioneiros, em 1942.

Logo após o término da guerra, o engenheiro soviético Alexandr Kazantsev, autor de inúmeros livros sobre xadrez e ficção-científica, sugeriu que a explosão teria sido produzida pelo choque com a Terra de uma nave espacial marciana, movida a reatores nucleares. As determinaçôes de radioatividade na região foram, entretanto, insuficientes para caracterizar tal ocorrência. Em 1984, esta idéia foi reativada pelo acadêmico soviético N. Vassilev, da Universidade de Tomska.

 

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