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ASTERÓIDES

UMA CATÁSTROFE CÓSMICA MATOU OS DINOSSAUROS?

Evento de extinção K-T

Os registros fósseis mostram que classes inteiras de formas de vida desapareceram em diferentes épocas pelo menos nos últimos 650 milhôes de anos. Um desses maiores eventos de extinção ocorreu a cerca de 65 milhôes de anos, nos limites entre as eras geológicas Secundária (período Cretácio) e Terciária (período Pleoceno). Nessa época, uma enorme quantidade de animais e plantas - quase metade de todo o biogênero existente - desapareceu completamente.

Em 1980, na reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em San Francisco, EUA, os físicos norte-americanos Luis Walter Alvarez (1911-1988), prêmio Nobel de física em 1968, e seu filho, o geólogo Walter Alvarez, apresentaram a hipótese de que, há 65 milhôes de anos, um asteróide de uma dezena de quilômetros de diâmetro e uma massa de quase 13 trilhôes de toneladas teria se chocado com a Terra. Um tal choque, além de cavar uma cratera de 175 km de diâmetro, provocou uma explosão de 100 milhôes de megatons. Logo depois do impacto, uma massa de poeira cem vezes superior à do asteróide foi projetada na atmosfera, mergulando a Terra numa noite que durou, no mínimo, três anos.

Essa poderia ter sido uma das possíveis causas do desaparecimento dos dinossauros e outros imensos animais que dominavam o mundo naquela época. Durante três anos, a obscuridade reinou na Terra, interrompendo o processo de fotossíntese que libera o oxigênio a partir do gás carbônico. Na realidade, um tal asteróide, ao se volatizar, deve ter dispersado na atmosfera terrestre uma quantidade de poeira 1.500 vezes superior à provocada pela explosão vulcânica do Krakatoa, em 1883. Em virtude da ausência de luz solar, os animais grandes, não encontrando mais plantas verdes para seu sustento, desapareceram. Outros, mais ferozes e predadores, como o Tiranossauro, também morreram por lhes faltarem os dinossauros herbívoros que lhes serviam de alimento. Somente os animais de pequeno porte, capazes de se aliementarem de raízes, grãos e resíduos orgânicos, conseguiram sobreviver e assim puderam rever a luz do dia. Uma exceção entre os répteis são os crocodilos, que podem sobreviver alimentando-se de plantas verdes em decomposição.

Camadas que separam o Cretáceo do TerciárioO impacto deste meteorito parece estar registrado nas camadas geológicas que separam o Cretáceo, período final da Era dos Dinossauros, do Terciário, Era dos Mamíferos. O principal fundamento da hipótese dos Alvarez é o estudo da fina camada de argila que, em quase todo o mundo, separa as rochas do Cretáceo daquelas do Terciário, e na qual existe uma concentração de irídio sensivelmente superior à das outras rochas da crosta terrestre. Inicialmente, pensou-se que a elevada taxa desse metal poderia provir dos resíduos de uma estrela que teria explodido nas proximidades do nosso sistema solar. Todavia, as análises têm demonstrado que que o irídio parece proveniente do nosso próprio sistema planetário, como seria o caso de um meteorito que entrasse em colisão com a Terra. uma análise estatística das possibilidades de choque desse meteorito com o nosso planeta indicou que essa colisão pode ocorrer, em média, a cada 100 milhôes de anos.

Para o paleontólogo canadense Dale R. Russell, essa é a melhor explicação para o desaparecimento de animais de grande porte, como os dinossauros. Com efeito, nenhum animal acima de 25 kg sobreviveu à transição do Cretáceo ao Terciário.

Somente as plantas cujos esporos e sementes conseguiram sobreviver à obscuridade reapareceram logo que a nuvem de poeira se dissipou. O desaparecimento dos grandes predadores do Terciário favoreceu, sem dúvida, a evolução dos pequenos mamíferos que haviam sobrevivido e, em particular, aos ascendentes do homem atual.

Na realidade, a hipótese dos Alvarez tem o grande valor de explicar o súbito desaparecimento dos dinossauros, de uma maneira muito mais lógica que as hipóteses anetriores, segundo as quais esses animais teriam se tornado inadaptáveis à vida do ambiente em que viviam.

Eventos cíclicos de extinção?A suspeita de que esses eventos de extinção ocorrem regularmente foi suscitada em 1977 por dois pesquisadores norte-americanos, David Raup e John Sepkoski Jr., da Universidade de Berkeley, na Califórnia. Todavia, em 1984, após estudar 600 famílias de vida marinha nos últimos 250 milhôes de anos, eles constataram 12 diferentes ocorrências desses eventos de extinção. O último deles ocorreu a 11,3 milhôes de anos. Em virtude de os registros fósseis possuírem numerosas lacunas e não ser possível datá-los com precisão absoluta, Michael Rampino e Richard Stothers, do Instituto de Estudos da NASA, encontraram um período de cerca de 30 milhôes de anos.

A teoria do impacto de Luiz Alvarez poderia parecer estar em oposição à teoria da extinção cíclica de Raup Sepkoski, não fossem os estudos de Richard Grieve, especialista em crateras meteoríticas, que detectou uma periodicidade similar nas 88 crateras de impacto conhecidas. Parece que, em intervalos entre 28 e 31 milhôes de anos, as crateras teriam sido produzidas pelo impacto de enormes meteoritos.

Em 1981, os astrônomo J. G. Hill, no Astronomical Journal, estudou o efeito que poderia produzir a passagem de um companheiro do Sol sobre os cometas da nuvem de Oort. Segundo os cálculos de Hill, uma estrela com a mesma massa do Sol, passando a 3.000 U.A., ou seja, 450 bilhôes de quilômetros do Sol, evento que poderia ocorrer a cada 500 milhôes de anos, faria com que cerca de 109 cometas devessem atingir a parte interna do sistema solar. Usando as estimativas dos astrônomos P. R. Wissman e E. Everhart para determinar a probabilidade de cometas colidirem com a Terra, Hill concluiu que 10 a 200 cometas poderiam se chocar com a Terra, durante o intervalo de 1 milhão de anos em que deveria durar a chuva de cometas. Segundo Hill, a rara passagem de uma estrela próxima ao Sol poderia ter sido responsável pela extinção ocorrida entre o Cretáceo e o Pleoceno.

Com base em todas essas hipóteses, os astrônomos norte-americanos Marc Davis e Richard Muller, do Departamento de Astronomia e Física da Universidade da Califórnia, propuseram que uma estrela anã, muito pequena e densa, que gira ao redor do Sol em uma órbita acentuadamente elíptica, com um semi-eixo maior que 88.000 U.A., ou seja, 13 trilhôes e 500 bilhôes de quilômetros (~1,5 ano-luz), em um período de revolução da ordem de 26 milhôes de anos, poderia ser a causa das extinçôes periódicas. Em virtude da enorme excentricidade da sua órbita (cerca de 0,6666), a estrela anã, companheira quase invisível do Sol, deveria passar periodicamente a uma distância de 10.000 U.A., ou seja, 1 trilhão de 500 bilhôes de quilômetros.

O cometa WestPor ocasião dessa passagem, uma enorme chuva de cometas, como havia previsto Hill, deveria ocorrer no sistema solar, produzindo a colisão de alguns cometas com a Terra. A velocidade dos cometas, na ocasião do impacto, deveria ser de pelo menos 10.000 km/h.

Uma conclusão idêntica foi obtida por Daniel Ehitmire, da Universidade Sudoeste de Louisiana, e Albert Jackson, da Companhia de Ciência da Computação.

Apesar da enorme incerteza que envolve a periodiciddae da formação de crateras e dos eventos de extinção, Davis já sugeriu um nome para a estrela: Nêmesis, deusa grega que, além de perturbar a ordem do mundo, colocava o equilíbrio universal em perigo.

Um dos problemas para se comprovar todas essas histórias relativas à teoria do desaparecimento dos dinossauros, como consequência de um bombardeio de meteoros, era a existência de um aparelho que viesse a medir com precisão a quantidade de irídio em amostras nas rochas.

E o fato de o irídio ser muito raro na Terra e estar sempre associado aos meteoritos contribuiu para a suspeita de que fosse elemento de origem extraterrestre. Com a descoberta, pelos cientistas Frank Asaro, Helen Michel e Don Malone, de um novo processo capaz de determinar com segurança o teor de irídio, esperam-se novas contribuiçôes para solucionar as dúvidas que ainda envolvem a teoria da extinção dos dinossauros.

No passado, o IRAS - Satélite Astronômico Infravermelho - detectou o calor proveniente de um objeto a cerca de 80 bilhôes de quilômetros, motivo de uma série de especulaçôes, inclusive dos defensores da existência da estrela assassina. Não seria essa estrela o corpo invisível que misteriosamente vem perturbando as órbitas dos planetas Urano e Netuno e que os astrônomos suspeitam que seja o Planeta X - o décimo componente do sistema solar?

 

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2009 - Ano Internacional da Astronomia
 

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