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ASTERÓIDES

AS CRATERAS METEÓRICAS

Cratera 308, Lua. Esta cratera possui 30km de diâmetro, e foi fotografada pela Apollo 11, em 1969.

As observaçôes realizadas pelas sondas espaciais Mariner 4, em 1965, e Mariner 10, em 1974, demonstraram que todos os planetas interiores à órbita de Júpiter sofreram, no passado, um incrível bombardeamento de objetos de diversas dimensôes. No início, tratava-se de objetos primários, ou seja, pedaços de matéria original provenientes da formação do Sistema Solar. Não existe dúvida de que a Terra também sofreu bombardeamento no início. Os sinais desse bombardeamento desapareceram em virtude da erosão eólica e/ou hídrica, bem como pela ação tectônica. Só as crateras mais recentes são facilmente detectáveis.

A mais antiga cratera meteórica, e também a maior delas, com 40 km de diâmetro, em Vredefort, África do Sul, parece ter sido formada pelo impacto de um asteróide de 2 km de diâmetro, há 350 milhôes de anos (coincidentemente à mesma época que marca a passagem da Era Primária para a Era Secundária na periodização geológica da Terra). A cratera conhecida como Deep Bay, no Canadá, que mede entre 10,0 e 13,7 km de diâmetro, parece ter sido causada pelo choque com um asteróide de 200 metros de diâmetro e 40 milhôes de toneladas, que golpeou a Terra há 60 milhôes de anos. A mais perfeita e conservada delas, a Meteor Crater, no Arizona, EUA, parece ter sido escavada por um pequeno asteróide de 25 metros de diâmetro, com uma velocidade de impacto da ordem de 15 km/s, há 5 ou 10 mil anos. Sua massa foi avaliada em 60 mil toneladas. As dimensôes da cratera são 1.175 por 1.205 metros.

Tunguska, em 1908Em 1908, o núcleo de um cometa parece ter explodido na região de Tunguska, na Sibéria, onde uma área de 2 mil km², felizmente despovoada, foi completamente devastada pela onda de pressão e pelo incêndio que se seguiu ao fenômeno. Em 1947, o meteorito de Sikhote - Aline - , um minúsculo siderito de 6 ou 7 metros, pesando mil toneladas, escavou, após se fragmentar a alguns quilômetros da superfície da Terra, 122 crateras, entre 5 cm e 26 metros, na Sibéria. Mais recentemente, um meteoro em Montana, EUA, atravessou a atmosfera. Se tivesse golpeado a Terra, teria provocado um efeito 4 vezes superior ao meteorito siberiano de 1947.

Devemos lembrar que vários estudos estatísticos sobre as possibilidades de impactos de astróides com a terra foram estabelecidos, recentemente, pelos astrônomos norte-americanos E. Anders, em 1971, em E. M. Shoemaker, em 1983. Segundo Shoemaker, existem pelo menos 2 mil asteróides com mais de um quilômetro de diâmetro que se aproximam periodicamente da Terra. A possibilidade do choque da Terra com um asteróide de 10 km de diâmetro é de uma em 1 bilhão de anos; com um de 1 km é de uma em 500 mil anos; e para um de 100 metros diâmetro, a probabilidade é de um em 10 mil anos. O aumento da frequência de impacto está diretamente associado ao número de asteróides existentes em cada grupo de determinada dimensão. Como o número de asteróides com 10 km de diâmetro é bem menor, a possibilidade de um deles golpear a Terra é igualmente menor.

Representação de um asteróide de 500 km se chocando contra a TerraExistem 7 possibilidades em 10 para que os choques venham a ocorrer nos oceanos, o que poderá provocar gigantescas marés, cujos efeitos seriam catastróficos para as populaçôes das cidades em zonas costeiras. Por outro lado, nos continentes, além de uma cratera meteorítica, deverão ocorrer tremores de terra, cuja intensidade vai depender da massa do asteróide, da sua velocidade de impacto e do ângulo de incidência. Em 1977, o geofísico J. Classen catalogou a existência de 230 sítios, com quase 300 crateras meteoríticas na Terra.

Estas descobertas sugerem que subitamente poderemos ser surpreendidos com um grande objeto no caminho da Terra. Se estas recentes descobertas de asteróides rasantes à Terra não foram registradas antes, existe um forte indício de que muitos outros se encontram nas vizinhanças da Terra e dos planetas interiores. Espera-se que o NEAT e outros programas projetados com a finalidade de descobri-los consigam localizá-los com sucesso antes do impacto.

 

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